Cultura de Inovação: como o legado tecnológico de Israel contribui com as grandes empresas

cultura de inovação

O 2º maior polo mundial de tecnologia e inovação nasceu da adversidade. A constante luta por recursos naturais para a sobrevivência fez com que o país buscasse soluções para os problemas – o investimento em matemática, a busca por informação e a capacitação, a nível global, resultaram na  construção de muitas fortalezas.

Criaram novas tecnologias de produção, aprenderam e compartilharam a experiência adquirida em cada erro. Hoje, são um dos maiores berços de startups e tem os líderes mais renomados da ciência e da inovação.

O legado de Israel para o mundo e para as organizações que desejam sobreviver neste ambiente de constante mudança é a cultura de inovação. A base é o investimento na capacitação e educação das pessoas, é transformar a sua forma de evoluir.

“Hoje o país recicla 90% da água que vem do mar. Eles aprenderam a sobreviver, resolveram o problema e, na busca por soluções, criaram uma cultura que permite o erro. A inovação está enraizada na sociedade, na relação das pessoas com os empreendedores.” (Ric Scheinkman – Diretor Câmara de Comércio Brasil – Israel / Harpia Capital).

O 2º maior polo de inovação do mundo

O que mais se discute em Israel é a cultura de inovação. A base da sociedade é o questionamento – da escola para as crianças, a experiência e formação dos jovens no exército – tudo é conectado globalmente. O Governo garante o investimento para o setor privado e esse fundo dá mais de 100% de lucro.

O processo de estudo é livre para que as pessoas possam inovar, são mais de 30 anos de investimento em ciência e educação. Os empreendedores são incentivados a olharem para o problema de uma forma mundial. Por ser um país pequeno, as pessoas valorizam o relacionamento e o compartilhamento de experiências.

Os jovens preferem inovar a estar em um ambiente corporativo. 40%  da economia é destinada aos estudos de tecnologia e inovação; as incubadoras atuam em parceria com os bancos para criarem as fintechs; a população é estimulada ao empreendedorismo – podem errar, corrigir e aprimorar suas práticas nos grandes laboratórios do país.

O ecossistema de Venture Capital cria em Israel uma capacidade e mentalidade de desenvolver tecnologia de uma forma única no mundo.

A maneira de enxergar a tecnologia é muito profunda. São mais de mil empresas sendo criadas por ano e mais de 60 acordos bilaterais. Inteligência Artificial, transporte dinâmico, cyber security, sensores para o agronegócio são os principais temas discutidos no país e exportados para o mundo.

As principais práticas das startups israelenses podem ser aplicadas também nas multinacionais:

– Ter uma comunidade de investidores altamente competentes;

– Apoio muito forte governamental;

– Capacitar pessoas;

– Investir em infraestrutura para inovar: laboratórios, internet, computadores quânticos, transportes dinâmicos – as barreiras não existem;

– Eliminar a burocracia do sistema de suporte.

Mais de 300 multinacionais têm escritório em Israel porque a cultura do país promove a análise de problemas e a busca por solução. A cada dez empresas que nascem, duas sobrevivem.

Este número é o mesmo encontrado no Brasil, mas a diferença é que as Start Ups de Israel nascem com pensamento de impacto global, já que o mercado interno é restrito (apenas oito milhões de pessoas) e no Brasil a maioria dos empreendedores pensa desta maneira pelo mercado representativo do Brasil, por pouca instrução e um ecossistema em estágio ainda bastante inicial.

Como as grandes empresas inovam ou se beneficiam do ecossistema de uma startup?

Nas empresas brasileiras essa cultura de inovação já está sendo provocada. Ao invés de tentar remodelar o DNA para a inovação, implementam um núcleo que busca se relacionar com as startups. Com departamentos de Inovação e uma aproximação a pólos inovadores como: Cubo, Oxigênio, Ace, Inovabra Habitat, e tudo isso já é um imenso avanço porém é de suma importância formar os colaboradores para uma mudança de mindset da 2a Revolução Industrial para 4a em que estamos.

“É fundamental que desenvolvamos colaboradores com um perfil de solucionador de problemas, com estímulo à criatividade, trabalho em grupos multidisciplinares que produzem de forma mais ágil, erram rápido, aprendem com seus erros, com baixo “status quo”, muita colaboração e uma boa dose de ousadia. Para transformar uma Cultura não é rápido mas recomenda-se iniciar com um projeto de alto impacto para que os resultados do mesmo estimulem outros com uma boa comunicação interna a fim de instigar e propagar outros projetos”, comenta Gabriel Coelho, CEO da Empodere-se.

Os profissionais se sentem mais envolvidos e engajados com as empresas quando percebem a possibilidade de (intea)empreender, de autonomia para participar da construção de soluções.

Se por acaso você entendeu que sua equipe e seus colaboradores podem se beneficiar desta formação de um novo mindset, não deixe de nos procurar. Será um prazer contribuir para que sua empresa supere seus objetivos com uma equipe engajada.

 

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